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Irão - O cenário perfeito foi perfeito uma vez. Desta não.
Trump viu na Venezuela uma regra. Esse foi o erro inicial. O que acontecera em Caracas era uma coincidência rara de circunstâncias favoráveis que não existiam em Teerão. O modelo exigia alguém semelhante a Delcy Rodríguez. A realidade entregou Vahidi e Zolghadr.
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O país que não recebia armas tornou-se fornecedor dos que as tinham
A mesma guerra que reduziu o armamento à Ucrânia criou-lhe um mercado que não depende dos Estados Unidos para existir. O país que não recebia Patriot suficientes tornou-se fornecedor dos países que os tinham. O drone é o produto. A relação com o Golfo é o investimento.
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O acordo existe. Trump é que não o consegue assinar
Trump só reconhece vitória quando o adversário aparece visivelmente derrotado. O Irão não assina o que pareça rendição. As condições para um acordo existem e são conhecidas por ambas as partes — o que não existe é uma formulação que permita a cada lado apresentar o resultado como vitória.
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Guardiães do Irão: por que a nova liderança é mais dura
Guardiães do Irão: por que a nova liderança é mais dura. Quando Washington eliminou a cúpula iraniana, esperava que o que sobrava fosse menos coeso. O que sobrou foi Vahidi — mandado de captura activo desde 1994 —, Zolghadr, sancionado pela ONU, e Ghalibaf, o rosto em Islamabade que não estava habilitado a ceder em nada. A decapitação não moderou o regime. Seleccionou o seu núcleo mais duro.
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Os curdos, a guerra e a promessa que Washington nunca cumpre
Cada vez que Washington volta a olhar para as milícias curdas como alavanca regional, reactiva um padrão com mais de meio século: a promessa nunca é formulada de modo a poder ser quebrada — e é precisamente por isso que consegue repetir-se.
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