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A instituição que queimou os seus próprios radicais
A 7 de maio de 1318, quatro frades foram queimados em Marselha por recusarem reconhecer que os seus superiores tinham autoridade para os dispensar da pobreza que o fundador da sua ordem lhes tinha deixado como regra de vida. A instituição que os condenou não estava a trair essa regra por acaso — estava a descobrir, da forma mais dura possível, que nenhuma organização pode durar séculos sustentando, como doutrina, que não deve possuir nada.
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A Regra do Templo pertence ao couro
A Regra do Templo não cheira a incenso: cheira a couro. Abre-se em listas — cavalos, valetes, intérpretes, peões — e revela a guerra antes do choque: como contabilidade, procedimento e travão institucional. Onde o imaginário procura o mistério, o documento deixa engrenagens: disciplina, logística, vigilância, substituições. Fé com método.
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