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As Laranjas de Sevilha | Conto real
Mais tarde, quando os homens estavam na sala a ver televisão, as duas ficaram na cozinha a lavar a loiça. Sofia lavava, Helena secava. E foi ali, entre pratos molhados e o murmúrio distante da televisão, que Sevilha deixou de ser uma cidade e passou a ser uma pergunta.
6 min de leitura


Violência paterna: o que fica depois do medo
A mão do pai é maior do que o rosto do filho. Isso é um facto anatómico e é também a primeira coisa que o filho aprende sobre a diferença de tamanho entre os corpos — que essa diferença pode doer. O que a violência parental ensina não é uma lição sobre o bem e o mal. É uma lição sobre quem pode o quê — e sobre quem não pode ir a lado nenhum quando descobre.
6 min de leitura


Runxue: fugir não é emigrar
Runxue — “filosofia de fugir” — tornou-se palavra-chave de uma geração chinesa. Entre censura, vigilância e silêncio imposto, intelectuais, escritores e advogados encontram em Tóquio um espaço inesperado para reconstruir a vida pública perdida. Livrarias, concertos e debates ressurgem fora da China, num exílio que não renuncia à identidade, mas à obediência.
3 min de leitura


O peso invisível dos dias
Lisboa deserta ensina-nos que o vazio é promessa, não ausência.
4 min de leitura


Lisboa, cidade sem testemunhas
Um retrato poético da solidão urbana e do que fica por dizer.
3 min de leitura


O Instante que nos Pertence
Um ensaio sobre a delicadeza do tempo e a urgência de o habitar.
2 min de leitura


Quem é Elain Morvane ?
Escreve como quem regressa de um exílio interior. As suas palavras carregam o peso de quem percorreu desertos sem mapa e encontrou no silêncio a única bússola. Não descreve o mundo: revolve-o, até que a beleza escondida se desprenda da pedra mais bruta. Nos seus textos há sempre uma sombra a dialogar com a claridade, como se a própria língua fosse uma lâmina que corta e cura ao mesmo tempo. Não procura leitores, procura cúmplices.
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Porquê uma Comunidade
Editorial de abertura da Comunidade AC: um espaço plural onde cada voz pensa e escreve sem medo, com portas abertas a novos olhares.
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Sobre Humanidade e Palavras
A humanidade prova-se pela voz, não pelo rosto.
2 min de leitura
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