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Portugal prometeu reparar 1497. A sinagoga pagou a fatura.
Em 2015, Portugal criou uma via de nacionalidade para reparar 1497. Abramovich usou-a primeiro. A sinagoga do Porto pagou a fatura.
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Maria do Rio e a banca de flores que ainda sabe ouvir a praça
Maria do Rio entra na praça para comprar maçãs e acaba diante da banca da Amélia, onde flores, conversas e pequenos gestos revelam um país que ainda resiste na vida comum. Entre uma criança que leva cravos a uma professora triste e uma mulher que compra flores para pedir desculpa, a crónica mostra como uma praça pode guardar aquilo que a cidade apressada vai esquecendo.
5 min de leitura


O que significa celebrar o 25 de Abril hoje?
A liberdade não desaparece sempre por rutura. Pode tornar-se cenário.
O 25 de Abril mostra hoje uma democracia ainda formalmente sólida, mas menos segura do seu sentido comum.
7 min de leitura


Violência paterna: o que fica depois do medo
A mão do pai é maior do que o rosto do filho. Isso é um facto anatómico e é também a primeira coisa que o filho aprende sobre a diferença de tamanho entre os corpos — que essa diferença pode doer. O que a violência parental ensina não é uma lição sobre o bem e o mal. É uma lição sobre quem pode o quê — e sobre quem não pode ir a lado nenhum quando descobre.
6 min de leitura


O Cruzeiro do Sul como Infraestrutura
Quando João Faras se inclinou sobre um astrolábio de bronze na costa do Brasil recém-encontrado, estava a fazer algo que nenhum europeu tinha feito antes: medir o hemisfério sul com rigor suficiente para confiar nele. Produziu um relatório de trabalho. A história guardou a carta. O céu guardou o Cruzeiro do Sul — a constelação que Portugal usou para navegar, depois esqueceu, e o mundo transformou em bandeiras.
8 min de leitura


A última mensagem
Há um momento em que um grupo percebe que acabou — mas ainda não foi arquivado. Alguém escreve a última mensagem, escolhe as palavras certas, fecha a narrativa. Os outros respondem como se fosse natural. E, no meio dos emojis e da gratidão partilhada, instala-se o silêncio que ninguém escreveu — mas que todos entendem.
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O General Que Esperou Dois Anos Pelo Golpe Fatal
Chegou a Lisboa a 26 de abril de 1934, recebido com “vivas” no cais, e instalou-se no Estoril como quem entra numa antecâmara política. José Sanjurjo trazia a Sanjurjada falhada, dois anos de prisão e uma amnistia recente; trazia, sobretudo, a certeza de que a conspiração não tinha morrido com o fracasso. Entre 1934 e 1936, Portugal foi mais do que cenário: foi abrigo, rede e plataforma discreta de preparação. E, quando o golpe de julho de 1936 rebentou, Sanjurjo morreu em Ca
9 min de leitura


As Novas Cortes
Há cortes que já não precisam de trono: bastam-lhes portas, convites e a arte de subir sem deixar marcas. Um texto sobre ambição discreta, virtude em palco e o mecanismo que fica quando o cenário muda.
4 min de leitura


Oliver Sacks e a tentação de inventar
Celebrado como o médico que deu voz aos doentes, Oliver Sacks passou a vida entre a culpa, o armário e a tentação de embelezar as histórias que contava. O que fazemos com esta ambivalência quando falamos de medicina, verdade e literatura?
6 min de leitura


A Idade em Que a Vida Começa a Falar Mais Alto
Uma reflexão íntima sobre a meia-idade: o humor, a coragem, as perdas discretas e a verdade que finalmente se instala quando aprendemos a ouvir-nos.
3 min de leitura


Portugal, perdão presidencial e confiança na justiça
Quando um país se habituar à ideia de que o perdão presidencial é um privilégio para alguns e não uma exceção para todos, já não está apenas a discutir justiça: está a negociar a própria confiança na República.
6 min de leitura


Portugal reconhece o Estado da Palestina — coragem, consequências e a medida da nossa decência
Um gesto histórico que só fará sentido se for seguido de política, ajuda e coerência.
5 min de leitura


Jorge Sampaio: O Círculo de Setembro
Um Presidente sereno que fez da dignidade a sua maior autoridade.
3 min de leitura


Nunca Mais Calados
Um apelo ao Presidente da República: que a luta contra a violência doméstica seja causa nacional.
2 min de leitura


Quem é o Zé das Verdades Meias?
Mercado ou Praça do Zé das Verdades Meias
2 min de leitura


A economia que fica a pé: Quando o transporte público falha
Os mapas de transporte público mostram um país que funciona, mas a realidade de quem vive no interior é bem diferente.
2 min de leitura


Lisboa, cidade sem testemunhas
Um retrato poético da solidão urbana e do que fica por dizer.
3 min de leitura


Quem é Elain Morvane ?
Escreve como quem regressa de um exílio interior. As suas palavras carregam o peso de quem percorreu desertos sem mapa e encontrou no silêncio a única bússola. Não descreve o mundo: revolve-o, até que a beleza escondida se desprenda da pedra mais bruta. Nos seus textos há sempre uma sombra a dialogar com a claridade, como se a própria língua fosse uma lâmina que corta e cura ao mesmo tempo. Não procura leitores, procura cúmplices.
1 min de leitura


O Negócio do Medo
O medo é moeda.
6 min de leitura


Quando as estatísticas não chegam à mesa da cozinha
Do gráfico ao prato: medir políticas públicas pela vida real
2 min de leitura
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