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Ainda reconhecemos o carácter?
Numa sala de reuniões aparentemente banal, uma cadeira vazia desencadeia uma reflexão sobre uma palavra que permanece viva no discurso público, mas perdeu parte da sua força: carácter. Entre a política, a cultura e a vida quotidiana, este ensaio interroga a forma como a eficácia passou a valer mais do que a contenção, a visibilidade mais do que a reputação e porque continuamos a admirar certas virtudes mesmo quando já raramente as pedimos a quem exerce poder.
8 min de leitura


Porque é que tantas séries americanas falam de desigualdade?
Os membros do country club pertencem às gerações mais velhas; os funcionários, às mais novas — e por mais que trabalhem, nunca serão membros. A televisão americana não chegou ao tema da classe por opção: chegou por esgotamento das alternativas. Quando a ficção de massa já não consegue evitar esta fratura, está a registar algo sobre o país que descreve.
5 min de leitura


A Primeira-Dama Americana e a Encenação do Poder
Não governa, não legisla, não decide — mas enquadra. A primeira-dama americana ocupa um lugar onde o poder não se exerce por autoridade formal, mas por imagem, gesto e coreografia. Neste espaço ambíguo, a política transforma-se em encenação e o silêncio ganha função estratégica.
3 min de leitura


Porque se chama “Caderno”?
Perguntas com Margem. Não para explicar, mas para dizer com cuidado.
2 min de leitura
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