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Terramoto de Lisboa: as perguntas que Pombal fez à terra
Em 1755, enquanto outros procuravam no terramoto um castigo divino, Pombal enviou perguntas às paróquias. Queria factos. Maria Filomena Molder encontra nesse gesto uma forma de coragem que ainda permite pensar o medo, a morte e a vontade contemporânea de vencer ambos.
4 min de leitura


A beleza como suspeita: Raphael e o critério moderno
A cultura ocidental foi construindo, ao longo de dois séculos, uma resposta que tomámos por universal: profundidade é tensão, seriedade é conflito, o que não perturba não pensa.
11 min de leitura


A Política Como Técnica de Domínio
A gestão da pandemia mostrou como a tecnocracia moderna se legitima pela promessa de controlo racional. A questão não é abandonar a razão, mas reconhecer os seus limites políticos.
4 min de leitura


O que Permanece Quando Tudo Colapsa
Não é o heroísmo que salva. É a forma. Quando tudo falha, quando não há vitória possível nem saída visível, resta apenas uma escolha silenciosa: manter o padrão. Fazer bem o que importa, precisamente quando parece não importar. É aí que começa a coragem que ninguém vê.
7 min de leitura


O Instante que nos Pertence
Um ensaio sobre a delicadeza do tempo e a urgência de o habitar.
2 min de leitura


Quem é Elain Morvane ?
Escreve como quem regressa de um exílio interior. As suas palavras carregam o peso de quem percorreu desertos sem mapa e encontrou no silêncio a única bússola. Não descreve o mundo: revolve-o, até que a beleza escondida se desprenda da pedra mais bruta. Nos seus textos há sempre uma sombra a dialogar com a claridade, como se a própria língua fosse uma lâmina que corta e cura ao mesmo tempo. Não procura leitores, procura cúmplices.
1 min de leitura


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