Porto: biomarcadores para estudar cancro e Alzheimer
Atualizado: há 2 dias
A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e a RISE-Health inauguram na quarta-feira, 21 de outubro de 2026, às 11h00, no Centro de Investigação Médica da FMUP, um Laboratório de Biomarcadores com financiamento de cerca de 2,1 milhões de euros.
O financiamento provém do Plano de Recuperação e Resiliência. A RISE-Health, com sede na FMUP, é parceira do projeto.
Segundo a FMUP, o objetivo é acelerar a investigação clínica e de translação.
O laboratório está vocacionado para doenças genéticas, oncológicas, neurológicas, psiquiátricas e infeciosas.
Um dos equipamentos permite, a partir de uma amostra de sangue, analisar biomarcadores neurológicos associados à doença de Alzheimer e à esclerose múltipla. Segundo Joana Marques, que coordena o laboratório com Rita Barros, a análise poderá ajudar a iniciar uma intervenção mais precoce.
Outro equipamento é um sequenciador de ADN de leitura longa, em tempo real, que deteta alterações genéticas ou epigenéticas. Segundo a universidade, equipamentos deste tipo, ligados a um supercomputador, já são utilizados noutros países para classificar tumores durante cirurgias e ajudar a definir a extensão da remoção de tecido.
Fotografia, autoria e licença: Pixnio, pipeta de laboratório.
O laboratório dispõe também de um robô automatizado para preparar amostras destinadas à sequenciação de leitura curta e de dois sequenciadores de nova geração. Na oncologia, estas ferramentas permitem analisar células tumorais em circulação no sangue através de uma biópsia líquida, sem recolha cirúrgica de tecido.
O laboratório permite ainda identificar agentes infeciosos e resistências a antimicrobianos e desenvolver organoides, modelos de mini-órgãos in vitro para estudo.
Fotografia, autoria e licença: Pixnio, bancada de laboratório.
Fonte institucional







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