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Trump Entrou no Médio Oriente. Alguém Viu a Saída?

Atualizado: há 7 dias

Donald Trump entra no Médio Oriente com uma vantagem que muitos presidentes americanos apreciaram antes dele: no início, ainda é possível acreditar que o mapa explica alguma coisa.


Depois chegam os generais e os aliados; aparecem também os aliados dos outros, e uma decisão tomada em Washington começa a produzir respostas em lugares onde Washington não decide sozinho.


Trump prefere resultados visíveis e acordos que possam ser anunciados.


As vitórias com muitas notas de rodapé dão menos jeito. Uma intervenção pode resolver um problema e deixar outro à porta, enquanto os presidentes mudam, as estratégias recebem nomes novos e os mapas regressam à mesa.


O buraco já existia antes da chegada de Trump. Entrar nele continua a poder ser decidido num gabinete; a saída depende de muito mais gente.


Donald Trump cai num enorme buraco identificado com o Médio Oriente, rodeado por referências à guerra, ao extremismo e à instabilidade regional. Uma banda desenhada sobre uma velha especialidade da política americana: entrar depressa em conflitos que depois recusam obedecer ao calendário de Washington.
No Médio Oriente, Washington costuma encontrar a porta de entrada com extraordinária facilidade. A de saída continua pessimamente sinalizada.

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