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A IA já consegue criar vírus que nunca existiram
Um modelo de inteligência artificial gerou cerca de 700 mil genomas candidatos. Dos 285 levados ao laboratório, 16 produziram vírus capazes de se replicar. A experiência foi limitada a bacteriófagos, mas coloca uma capacidade nova nas mãos da biologia sintética.
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O Que Acontece à Consciência Quando o Coração Para?
Estudos com sobreviventes de paragem cardíaca registaram memórias, atividade cerebral durante a reanimação e tentativas de verificar perceções do ambiente. Os dados existem. A dificuldade está em saber exatamente quando a experiência aconteceu.
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A Pessoa Acaba Onde o Corpo Termina?
Uma pessoa sabe que a mão diante dela é artificial e, ainda assim, pode começar a senti-la como parte do corpo. Experiências sobre perceção, memória e localização corporal mostram que a fronteira física do «eu» é menos simples do que parece.
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A Varíola Não Nasceu Assassina
O avô ergueu a manga da camisa até ao ombro e mostrou a marca ao neto. Era um círculo pequeno, com a pele ligeiramente deprimida e mais clara à volta, como se uma moeda quente tivesse sido pressionada contra o braço décadas antes e a pele nunca tivesse esquecido a forma.
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Como a Rua Mudou o Comando da Guerra na Ucrânia
Milhares de ucranianos saíram à rua para exigir a saída de Syrskyi e o regresso de Fedorov. Seis dias depois, Zelensky mudou o comandante-chefe — mas deixou por resolver a crise política que os protestos abriram.
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A instituição que queimou os seus próprios radicais
A 7 de maio de 1318, quatro frades foram queimados em Marselha por recusarem reconhecer que os seus superiores tinham autoridade para os dispensar da pobreza que o fundador da sua ordem lhes tinha deixado como regra de vida. A instituição que os condenou não estava a trair essa regra por acaso — estava a descobrir, da forma mais dura possível, que nenhuma organização pode durar séculos sustentando, como doutrina, que não deve possuir nada.
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Os portões de Karaj
Um poeta que nunca fugiu, um cemitério com os portões fechados a cada julho, e cinco livros americanos que se esqueceram de perguntar o que significa ficar. Uma reflexão a partir de Lisboa sobre quem o Ocidente escolhe ouvir — e quem decide não ouvir.
4 min de leitura


A inteligência impressiona. O carácter fica.
Há pessoas que dominam uma sala em dez minutos. Há outras de quem nos lembramos anos depois, sem saber bem porquê. A diferença raramente aparece nos quadros de honra.
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O Mundial e os países que já não cabem no futebol
O Mundial de 2026 não é apenas uma festa do futebol. Expõe países que já não sabem transformar população em povo. O estádio vazio torna-se sinal de uma crise de pertença.
11 min de leitura


O mercado político do ódio útil
A política portuguesa aprendeu a transformar frustração material em identidade negativa. Entre o Chega, a polarização afetiva e a suspeita sobre os pobres, o ódio tornou-se um recurso útil: barato, mobilizador e administrável.
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Maria do Rio e a banca de flores que ainda sabe ouvir a praça
Maria do Rio entra na praça para comprar maçãs e acaba diante da banca da Amélia, onde flores, conversas e pequenos gestos revelam um país que ainda resiste na vida comum.
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Leão XIV e a inteligência artificial: a dignidade humana perante a máquina
Em Magnifica Humanitas, Leão XIV coloca a inteligência artificial no centro de uma pergunta moral e política: que lugar resta à pessoa humana quando a máquina passa a mediar o trabalho, a verdade, a guerra, a privacidade e o poder? Frei Lourenço de Santa Clara lê a encíclica como advertência contra a idolatria da eficiência e a concentração tecnológica.
7 min de leitura


Hantavírus: como um surto limitado se transformou numa narrativa de medo
O surto de hantavírus foi avaliado como risco baixo para a população geral. Nas redes, o episódio foi convertido em arma biológica, vacina e confinamento. A memória da COVID-19 continua a moldar a comunicação de risco.
8 min de leitura


O que Permanece Quando Tudo Colapsa
Não é o heroísmo que salva. É a forma. Quando tudo falha, quando não há vitória possível nem saída visível, resta apenas uma escolha silenciosa: manter o padrão. Fazer bem o que importa, precisamente quando parece não importar. É aí que começa a coragem que ninguém vê.
7 min de leitura


As melhores prendas não custaram dinheiro
Há prendas que não custaram dinheiro e ainda hoje se lembram. Este texto é um convite a contar essas histórias.
1 min de leitura


Sobre o fim das amizades e a coragem de ver
Reflexão sobre o amor ao próximo e a distância impossível entre pessoas que talvez nunca falem. Amar não é conhecer — é decidir que o outro merece existir plenamente.
5 min de leitura


Oliver Sacks e a tentação de inventar
Celebrado como o médico que deu voz aos doentes, Oliver Sacks passou a vida entre a culpa, o armário e a tentação de embelezar as histórias que contava. O que fazemos com esta ambivalência quando falamos de medicina, verdade e literatura?
6 min de leitura


A Idade em Que a Vida Começa a Falar Mais Alto
Uma reflexão íntima sobre a meia-idade: o humor, a coragem, as perdas discretas e a verdade que finalmente se instala quando aprendemos a ouvir-nos.
3 min de leitura


Quando o Presidente dos USA Pisca os Olhos
Maria do Rio reflete sobre as imagens de Trump a lutar contra o sono numa reunião e sobre o que esse instante revela do corpo, do poder e de nós.
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O Juiz que Fez da Justiça um Altar
Frank Caprio mostrou que julgar é, antes de tudo, compreender.
3 min de leitura
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